Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto o impacto emocional que o ambiente corporativo exerce sobre as pessoas, e diante deste contexto é evidente que a saúde mental no trabalho deixou de ser um tema “importante” e se tornou urgente.
E com a recente atualização da NR-1, essa urgência ganhou um novo peso: agora, identificar, avaliar e gerenciar os riscos psicossociais não é apenas uma boa prática, é também uma obrigação legal para empresas de todos os portes.
Essa mudança na lei representa um marco histórico no cuidado com as pessoas no mundo corporativo. Ela reconhece que assédio, excesso de metas, sobrecarga de trabalho, falta de apoio e estilos de liderança nocivos não são apenas “questões de comportamento”, são gatilhos de adoecimento mental que comprometem a segurança psicológica no trabalho. Portanto, ignorá-los pode custar caro, para as pessoas, para os resultados e para a reputação da empresa.
E os dados confirmam essa realidade: 472 mil brasileiros foram afastados por transtornos mentais em 2024, o maior índice já registrado. O país lidera o ranking mundial de ansiedade, com 18 milhões de pessoas afetadas (OMS, 2024).
72% dos trabalhadores brasileiros sofrem algum sintoma de estresse e um em cada três já mostra sinais de exaustão emocional (ISMA-BR*, 2023).
Diante destes números fica evidente que garantir a segurança psicológica dentro das empresas se tornou um tema importante e estratégico.
Mas o que é, afinal, segurança psicológica no trabalho?
O termo amplamente estudado pela pesquisadora Amy Edmondson (Harvard), refere-se à percepção compartilhada de que é seguro assumir riscos interpessoais no trabalho como pedir ajuda, admitir um erro, discordar de um líder ou expor vulnerabilidades sem medo de punição, humilhação ou retaliação.
Pesquisas mostram que:
- Equipes com alta segurança psicológica apresentam maior desempenho, mais inovação e menos erros operacionais, inclusive no estudo do Google, “Projeto Aristóteles”, que identificou a segurança psicológica como o fator número 1 para equipes de alta performance;
- Ambientes com baixa segurança psicológica geram medo, silêncio organizacional, queda da criatividade, aumento do adoecimento mental e maior risco de turnover;
- Trabalhadores que sentem que podem falar sem medo, têm menor probabilidade de desenvolver ansiedade, estresse crônico e sintomas de burnout.
E a NR-1 conversa diretamente com isso: ela exige que as empresas monitorem fatores psicossociais que interferem no bem-estar, na saúde mental e na segurança psicológica no trabalho.
Mas, acima da lei, existe algo ainda mais importante: cuidar de pessoas é cuidar do futuro da organização.
E eu posso te ajudar nesse caminho, com a minha Consultoria Completa de Riscos Psicossociais.
Vamos juntos criar uma cultura onde as pessoas performam melhor porque se sentem seguras, respeitadas e valorizadas.
E onde cumprir a lei não é uma obrigação, é uma evolução.
Denise Biacsi


